25 de Maio de 2010

Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)



Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), são estações que tratam as águas residuais de origem doméstica e industrial para depois serem escoados para o mar ou rio com um nível de poluição inofensivo para o meio ambiente receptor.
Numa ETAR as águas residuais passam por vários processos de tratamento com o objectivo de separar a matéria poluente da água. No primeiro conjunto de tratamentos, designado por pré-tratamento, a água residual é sujeita a processos de separação dos sólidos mais grosseiros como sejam a gradagem, o desarenamento e o desengorduramento. Nesta fase, o efluente também é preparado para as fases de tratamento subsequentes, podendo ser sujeito a um pré-arejamento e a uma equalização tanto de caudais como de cargas poluentes. A primeira fase de tratamento é designada por tratamento primário, onde a matéria poluente é separada da água por sedimentação nos sedimentadores primários. Este processo exclusivamente de acção física pode, em alguns casos, ser ajudado pela adição de agentes químicos que através de uma coagulação/floculação possibilitam a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente decantáveis.

Após o tratamento primário, a matéria poluente que permanece no efluente tem dimensões reduzidas sendo normalmente constituída por coloides, não sendo por isso passível de ser removida por processos exclusivamente físico-químicos. Seguem-se, pois, os processos de tratamento biológicos, também designados por tratamento secundário, onde a matéria poluente coloidal é degradada por microorganismos nos chamados reactores biológicos. Estes reactores são normalmente constituídos por microorganismos aeróbios, havendo por isso a necessidade de promover o seu arejamento. O efluente saído do reactor biológico é constituído por uma grande quantidade de microorganismos, sendo muito reduzida a matéria poluente remanescente. Os microorganismos sofrem seguidamente um processo de sedimentação nos designados sedimentadores secundários.
Findo o tratamento secundário, as águas residuais tratadas apresentam um
reduzido nível de poluição, podendo na maioria dos casos, serem admitidas no meio ambiente receptor.
É, porém, necessário proceder à desinfecção das águas residuais tratadas ou à remoção de determinados nutrientes, o azoto e o fósforo, que podem potenciar, isoladamente ou em conjunto, a eutrofização das águas receptoras.
Que evidências revelam mau funcionamento da ETAR?
- Acesso difícil ao local da estação de tratamento;
- Acesso difícil a todas as unidades de tratamento;
- Inexistência de iluminação exterior adequada e suficiente;
- Inexistência de rede de abastecimento de água potável, incluindo bocas de rega e de incêndio em insuficiência;
- Inexistência de telefone ou meio de comunicação adequada;
- Inexistência de drenagem de águas pluviais;
- Inexistência de vedação;
- Estações de tratamento sem edifício de exploração (escritório, instalações sanitárias, laboratório, armazenamento de peças, oficina e local de preparação de refeições);
- Laboratório sem equipamento, necessário para a recolha de amostras e para elaboração das análises necessárias ao controlo ao controlo e exploração da estação de tratamento;
As construções das instalações devem obedecer a:
- Não contaminar ou poluir qualquer origem de abastecimento de água;
- Não incomodar pela exalação de maus cheiros as habitações vizinhas, pelo que estas devem ser construídas afastadas de qualquer habitação;
- Não permitirem a entrada de ratos ou outros elementos vectores que possam vir a estar em contacto com a água de abastecimento ou alimentos;
- Locais de difícil acesso às crianças;
- Tornarem possível a colheita de amostras para efeitos de controlo de funcionamento;

Este foi um trabalho feito por um colega do nosso grupo, que explica muito bem como funciona uma ETAR, o que leva ao mau funcionamento da ETAR e quais as normas que as construções das instalações devem obedecer.

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